A GESTÃO DA POLÍTICA FISCAL PRECISA SER LEVADA MAIS A SÉRIO PELO GOVERNO FEDERAL
(*)
Balian
É
sabido de todos que quanto mais se adia a solução de um problema, sua solução fica
mais difícil, demorada e cara para o responsável.
Os
três poderes constituintes da república, executivo, legislativo e judiciário, sob
a liderança do executivo, têm sido negligentes com a política fiscal, na medida
em que ora excluem, ora validam despesas do cálculo do arcabouço e
consequentemente aumentam o valor da dívida pública sem o menor constrangimento
social.
O
mercado está inseguro, pois em outubro, a dívida chegou a R$ 9,9 trilhões de
reais, 78,6% do PIB, cresceu 11 pontos porcentuais no governo Lula 3 e os
agentes econômicos naturalmente para compra de papéis postulam juros mais
elevados e prazos menores. A remuneração média gira em torno de 19% ao ano e o
prazo médio de vencimento é de 4,14 anos.
Só
de juros acumulados até outubro foram gastos R$ 987,2 bilhões de reais, 9,88%
do PIB. É bom lembrar que cerca de 25% da dívida vence em 2026, ano de
eleições, copa do mundo e inúmeros feriados caindo em dias úteis. O custo para
a sociedade será muito alto.
Em
dezembro de 2025, o Congresso Nacional sequer recebeu o Orçamento para 2026 e
nem a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentarias – foi aprovada por ele. Começaremos
o ano que vem sem orçamento, gastos descontrolados e dívida pública crescente.
Além
do orçamento, o Congresso Nacional deveria estar debatendo e definindo regras,
eliminando dúvidas, ou seja, esclarecendo para a sociedade como deverá ser a
fase de transição da Reforma Fiscal que começa em 2026 e não está.
Dúvidas
ainda persistem e ao que parece, tudo será decidido na última hora,
apressadamente, sem estudo adequado e com consequências imprevisíveis para
empresas e sociedade de forma geral.
Gastos
crescentes e mal aproveitados, inclusive sociais, obras de infraestrutura
paralisadas, déficit das estatais cada vez maiores, metas não cumpridas, isto é,
política fiscal sem gestão eficiente, somada aos juros estratosféricos para
empresas e famílias, levam o crescimento do PIB a níveis insignificantes, de 2%
e aumenta a desaprovação do governo, hoje superior a 50%.
Caso
a prioridade fosse o desenvolvimento do país e não a reeleição do presidente,
uma série de medidas já deveriam ter sido tomadas com efeitos positivos sobre a
qualidade de vida da população.
Entenda-se,
geração de mais empregos qualificados, inflação controlada, melhor distribuição
de renda através do empreendedorismo e não do assistencialismo e mais eficiência
na fabricação de produção e prestação de serviços. Desta forma, naturalmente os
dirigentes seriam aprovados pela sociedade e reconduzidos aos seus cargos
através dos votos.
(*)
Prof. Dr. Jose Eduardo Amato Balian
Consultor
empresarial
jbalian@uol. com.br

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