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MERCADO DE TRABALHO: OS NOVOS DESAFIOS SÃO GIGANTESCOS

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  Segundo Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025 organizado pelo Fórum Econômico Mundial e que, no Brasil contou com a parceria da Fundação Don Cabral, até 2030, serão criados globalmente cerca de 78 milhões de novos postos de trabalho. Esse número é o resultado da previsão da geração de 170 milhões de empregos fruto das inovações tecnológicas e da transição verde e da extinção de 92 milhões em função da transformação do mundo do trabalho. Desafio enorme para todos os países e em particular, gigantesco para o Brasil em função do grande déficit educacional. Ainda que os indicadores tenham melhorado o gap é muito grande em relação aos países desenvolvidos. É importante lembrar que o PIB brasileiro está ranqueado na 10ª. posição mundialmente, o que não é desprezível, mas segundo dados recentes divulgados pelo IBGE relativos ao Censo de 2022, o nível educacional continua baixo, pois, temos que: ·         O percentual da população com ens...

CRESCIMENTO DO PIB X QUALIDADE DE VIDA: ALTOE E BAIXOS

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Na medida em que a sociedade brasileira evolui, principalmente pós pandemia COVID-19, cada vez mais questões relacionadas à saúde mental, relacionamento social e qualidade de vida tem se destacado no dia a dia das pessoas. Os governos de maneira geral têm encontrado dificuldades em trabalhar essas questões e em muitos países estão perdidos na elaboração de políticas públicas que melhorem o bem-estar da sociedade, priorizando o crescimento em detrimento ao desenvolvimento. A grande meta do governo como gestor é a de melhorar o padrão e a qualidade de vida da população. Para tanto, deve priorizar investimentos no tripé educação, saúde e transporte sem deixar de lado a segurança pública. O PIB crescer´, isto é, mais produtos e serviços consumidos é condição necessária, mas não suficiente para atingir esse objetivo, pois somente com geração de empregos, inflação sob controle, renda bem distribuída e ganhos de produtividade na produção e serviços, pode-se caminhar na direção e atingir o pat...

ARMADILHA DA RENDA MÉDIA: ENTRAVES E PERPSPECTIVAS

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  (*) Prof. Balian Segundo o Banco Mundial, diversos países caíram na armadilha da renda per capta média, isto é, entre US$ 1 mil e US$ 14 mil, e não conseguem sair, pois é necessário passar por duas fases distintas e difíceis em suas economias: de infusão e inovação. Para que ocorra a infusão são necessários (i) um clima favorável não só de investimentos como propício a novas ideias; (ii) disponibilidade de pessoal qualificado, e: (iii) políticas públicas que estimulem empresas a captarem e incorporarem tecnologias de ponta. No caso da inovação é indispensável: (i) disponibilidade de profissionais talentosos, e; (ii) instituições e políticas públicas que estimulem a produtividade e abertura da economia. No Brasil, dois históricos de empecilhos têm dificultado a evolução dessas fases para se atingir a renda per capta alta, entre US$ 14 mil e US$ 31 mil: (i) a qualidade da educação é sofrível e a disponibilidade de pessoal qualificado é limitada; (ii) as instituições e polí...

VALOR DA TROCA PELO VALOR DE USO

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(*) Prof. Balian A preocupação com a preservação do meio ambiente não é novidade no planeta seja para empresas, consumidores, entidades públicas ou não governamentais.  De um lado, perturbações climáticas têm sido constantes, provocando secas, enchentes, tufões e temperaturas extremas em todas as partes do planeta e de outro, as medidas que o homem tem tomado para resolver esse problema não tem surtido efeito esperado. A base da ciência econômica é a escassez, ou seja, os recursos são limitados frente as necessidades sempre crescentes do ser humano. Algumas considerações podem ser feitas com o intuito não só de colaborar como também para reduzir a degradação ambiental e melhorar a qualidade de vida da população com consumo mais racional de bens e serviços. A primeira seria a troca da busca incessante do crescimento pelo desenvolvimento econômico. Ao invés de produzir mais, optaríamos por melhorar a qualidade do que é feito, obtendo ganhos reais nas áreas de saúde, educação, transp...

IA E AS OPORTUNIDADES DE GANHOS COM O PROJETO DE LEI BRASILEIRO.

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  (*) Prof. Balian Depois da energia elétrica e máquina a vapor, nenhuma outra tecnologia tem sido tão disruptiva como a da Inteligência Artificial. É uma ferramenta com potencial maior de ganhos de produtividade que o computador e a internet, por isso, de um lado nos assusta e de outro nos encanta com perspectivas inimagináveis de melhoria na qualidade de vida das pessoas. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, objetiva aprovar ainda em 2024 o Projeto de Lei 2338/2023 sobre IA e tem como relator o senador Eduardo Campos. Aliás, tem feito excelente trabalho ao consultar e ouvir todos os segmentos da sociedade para apresentar o relatório final com a maior contribuição e consenso possível. Como toda tecnologia proeminente pode ser encarada como risco e oportunidade. Risco de perda de empregos, softwares, sistemas de informação, hardwares, dentre outros, e oportunidades de geração de empregos qualificados, processos racionais de trabalho e mais bem-estar para a população. ...

CORRIDA COM OBSTÁCULOS

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  Faz três anos que nenhuma empresa abre capital e oferece ações (IPO) na B3 – Bolsa de Valores brasileira, reflexo da insegurança jurídica e administrativa que perdura na economia nacional desde o fim do governo do Presidente Bolsonaro. No primeiro semestre, o Ibovespa esteve entre as piores performance globais e os ativos estão baixos, depreciados e isso deve chamar atenção do mercado para o 2º. semestre e propiciar bons negócios. Ainda assim, inúmeros são os obstáculos que as organizações enfrentam para obtenção de resultados positivos. Três merecem destaque especial: carga tributária excessiva, taxa de juros elevadas e alto risco dos negócios. As empresas no Brasil pagam em média 40% de seus preços de tributos, contra média de 26% na Europa e 7,2% nos EUA. A diferença exorbitante é ao que parece vamos perder uma grande oportunidade de reduzi-la com a regulamentação da reforma tributária que está sendo votada no Congresso Nacional. Caso a carga média se ...

REELEIÇÃO, PARLAMENTARISMO E BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO- I

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  (*) Prof. Balian Neste artigo, será abordada a relação entre reeleição e seus reflexos na administração pública e no subsequente, na sugestão de mudança do sistema presidencialista para o parlamentarista.   Sempre soubemos que administrar uma empresa nunca foi tarefa fácil no Brasil, mas em razão da crescente insegurança jurídica e administrativa provocadas pelo executivo, judiciário e legislativo desde 2022 tem se tornado missão cada vez mais difícil. Decisões judiciais anuladas, tributação retroativa, descumprimento de metas, vetos presidenciais, vai e vem de projetos no Congresso Nacional, dentre outras, tem não só afugentado investidores na B3, depreciado a moeda, como derrubado a taxa de investimento público e privado nos últimos meses. No meio desse turbilhão de incertezas o empresário nacional está inseguro e deixa seus projetos engavetados, derrubando as perspectivas de crescimento acentuado do PIB, de geração de emprego e renda. Na economia brasileira, não...