NA DÚVIDA, PRESERVE O CAPITAL DE GIRO E O CAIXA
(*) Balian
Após
uma das piores campanhas eleitorais desde a redemocratização com ataques
pessoais e pobreza nos debates sobre programas de governo, foi reeleito
Presidente da República o Sr. Luiz Inácio da Silva.
O
mundo está passando por grandes transformações, a começar com a tecnologia
da informação, através da inteligência artificial (IA), que ninguém sabe
onde vai parar, as relações de trabalho, menos CLT e mais autonomia com
foco no empreendedorismo, o envelhecimento da população, onde o governo
terá que atender mais questões de saúde ligado dos idosos do que a educação
primária.
O
aquecimento global, através das diferenças climáticas que afetam a todos,
a produção e disponibilidade de alimentos e por fim, a disparidade das
finanças que movimentam no mercado global cinco vezes o valor do PIB
mundial, afetando reservas, crédito e patrimônio das pessoas e empresas.
Em
contrapartida, internamente temos gargalos na infraestrutura, educação e saúde
e as três principais instituições do país, através dos sistemas judiciário, legislativo
e executivo tem decepcionado a todos, visto que prevalece a impunidade, interesses
pessoais sobre o coletivo e minguada gestão pública, salvo raras exceções.
São
tempos difíceis com grandes desafios para o presidente e seu partido que até
agora não apresentaram nenhum programa que abordasse essas questões com
profundidade.
Cabe
as organizações de modo geral, sejam elas industriais, comerciais ou
prestadoras de serviços, o compasso de espera das principais medidas a serem
tomadas pelo novo governo, na esperança que o país caminhe para o
desenvolvimento sustentado e saia da armadilha de crescimento baixo que estamos
presos a duas décadas.
As
empresas na medida do possível em função de tantas incertezas devem preservar
seu capital de giro, adiar investimentos, preservar o caixa e acompanhar o
desenrolar dos acontecimentos. Isto é ruim, pois na medida em que os
investimentos não se concretizam, o resultado das empresas não melhora e a
qualidade de vida da população fica estagnada.
(*)
Prof. Dr. Jose Eduardo Amato Balian
Consultor empresarial
www.itdi.com.br
jbalian@uol.com.br

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