SEM UM PROJETO DE DESENVOLVIMENTO A RECESSÃO SERÁ AINDA MAIOR

 


O mercado financeiro está pessimista com as perspectivas de condução das políticas econômicas na nova gestão do Presidente Luiz Inácio da Silva, antes mesmo de começar seu novo mandato, uma vez que as promessas de campanha ultrapassaram o limite do razoável e não há recursos para cumpri-las.

A elaboração de um Plano de Desenvolvimento para os próximos quatro anos é de fundamental importância, não só a ponto de tranquilizá-lo, mas no sentido de garantir a governabilidade do país.

As reformas estruturantes administrativa, da previdência e tributária devem fazer parte do elenco de medidas de curto, médio e longo prazo para reduzir gradualmente os gargalos e melhorar a administração pública.

Desse modo, o PIB futuro cai pouco e se recupera, diminuindo a intensidade e o período da recessão já em andamento. Apagar incêndios com medidas paliativas como tem sido feito até hoje, ao invés de um projeto estruturado levará a redução mais acentuada do PIB, tal qual aconteceu na condução da Presidente Dilma Rousseff em 2015/16.

É hora de deixar a ideologia de lado e focar na gestão, pois sem, ao menos a divulgação de um plano de controle de gastos e combate à inflação consistentes, somados aos investimentos produtivos necessários ao crescimento, corre-se o risco de se desencadear uma onda de protestos da população como tem acontecido recentemente na Europa.

Esse não é o desejo de ninguém.

(*) Prof. Dr. Jose Eduardo Amato Balian

   Consultor empresarial

www.itdi.com.br

 jbalian@uol.com.br

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